





Assim como nós, plantas e os mandatos do Sarney, as bandas também tem seus ciclos de vida. Embora, que assim como os mandatos do Sarney, elas nunca terminem. O Oasis, infelizmente, terminou. Entretanto, um dia teve seu apogeu. E essa crista da onda, 'definitely maybe' (ótimo trocadilho, han?), aconteceu com o Be Here Now. Já ouvi muito que o Be Here Now não é o melhor disco da banda e sempre respondi da mesma forma: - o que vocês tem na cabeça? é claro que é.
Feriadão, vida tranquila em demasia. A minha relação com ídolos é interessante, costumo ter uma grande empatia pelo simples critério de indentificação. É, como uma votação de BBB, gosto de algo ou alguém em que possa me identificar. Se não me identifico, com certeza irá para um paredão. Nessa esteira a gama de heróis parece infindável, gosto do Nick Heidfeld pelo simples fato de ele, como eu, ser baixinho, barbudo e nunca ter vencido uma corrida de F1. Ou seja, parece que é uma estensão minha, lá na Renault, tentando mostrar que nós temos vez.
É impressionante como por muitas vezes no mundo do entretenimento as coisas surgem e caem por terra em uma velocidade impressionante. Essa semana fiquei assustado ao ver empoeirado, escanteado e com um adesivo de R$ 6,90 em uma loja de cds, o Camino Palmero do The Calling. R$ 6,90 é muito barato pra um disco original, pra mim um preço ideal, mas, longe dos padrões fonográficos. É quase mais barato que o disco do Supla, que era vendido nas bancas de jornais com uma capa duvidosa e um conteúdo mais ainda dubitável.
É isso aí macacada, vamos falar de discos.

O interessante desses movimentos musicais, é que, apesar de acontecerem entre algumas gerações, não são necessariamente conexos. O fato do Pearl Jam ser de Seattle, não quer dizer que andavam de mãos dadas com Kurt Cobain em um parque municipal todo domingo à tarde, não existe uma necessidade de saírem de um mesmo grupo, pode acontecer como em Brasília, onde todos eram miguxos, mas, digamos que a cena americana era bem mais cheia de variedade do que a cidade de Kubitschek.
Pois bem, posso realmente considerar que nada se comparou ao que Nirvana representou, nem industrialmente, nem musicalmente, afinal, não se tem um hitmaker como Cobain em toda ponta de esquina, mas, gosto bem mais do Pearl Jam. Por quê? Porque posso dizer que são mais ricos musicalmente.
A idéia desses caras nunca foi reeditar um Pixies, o que queriam era aliar vários gêneros que gostavam tentando afugentar ao máximo o hair-metal que aparecia no top 10 da música americana. Era tocar por tocar, sem perucas, botas, maquilagem e rímel, sem frescura. A brincadeira começou quando Jeff Ament e Stone Gossard formaram o Green River. Com a separação da banda, trouxeram Andrew Wood e passaram a se chamar Mother Love Bone. Só que, exagerando na heroína, Wood bateu as botas.
Assim, era necessário um novo vocal. Foi quando surgiu Eddie Vedder e Mike MCcready, após participarem de um tributo do Soundgarden e do Mother Love Bone à Wood. Tentando testar o garoto, Jeremy Irons, enviou uma fita para Vedder com alguns grooves da banda e recebeu de volta um punhado de letras para as canções.
Vedder, um surfista de fim de semana, tinha umas cartas na manga, e resolveu joga-las pra ver o que a turma achava, deu certo. Uma se chamava ‘Alive’, a outra ‘Once’. A primeira, baseada em uma experiência pessoal de Vedder, viraria o maior clássico do grupo.
Assim, em 1991, nasceu o Ten, a voz de barítono de Eddie Vedder e a guitarra blues de Mike MCcready caracterizariam uma das maiores bandas do rock americano, uma mistura de Neil Young com The Doors, com punk, com surf music, e o caralho a quatro, algo novo, que renderia milhares de jovens americanos a uma outra vertente do rock de Seattle.
Era só o começo, pequenos gafanhotos, era só o começo.
01- Once
02- Evenflow
03- Alive
04- Why Go
05- Black
06- Jeremy
07- Oceans
08- Porch
09- Garden
10- Deep
11- Release
Link: http://www.*4shared.com*/file/snVbhbep/_1991__Pearl_Jam_-_Ten.htm